Blood Culture: Quake II Evolved, by Freddy Hajas — Brazil

Blood Culture, by Freddy Hajas

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No início de 2005 estávamos com apenas 4 membros do SIN ativos, eu, Assassino, Hamad e Rico, os demais estavam ou proibidos de jogar ou em outro emprego. Sangrar com apenas 4 já tinha enchido, pois para piorar nem sempre os 4 podiam de fato jogar. Os desafios 3×1 era o que tinha de mais divertido que nos sobrou.

Quase todos já estavam com conexão à internet dedicada e tentamos procurar servers de Quake II para jogarmos, infelizmente não achamos sequer um server online no Brasil com o mod Rocket Arena 2 que gostávamos, só tinha server de DM ou TDM (TeamPlay). Pra gente não tinha graça jogar assim, era correria pra pegar as armas boas e depois ficar camperando os locais, quem fazia isso primeiro passava o rodo nos demais praticamente desarmados. E quando finalmente roubávamos o lugar do cara, não víamos a menor graça em ficar trucidando um bando de caras indefesos. Pra piorar o pessoal jogava com o jogo todo alterado para facilitar suas vidas, como visões alienígenas de 180°, cores praticamente fluorescentes que dava pra ver os inimigos à distância, sem danos próprios ou ao time, sombras removidas, fumaças e efeitos removidos, era realmente OUTRO jogo.

Gostávamos do clima sombrio do Quake, da tensão, do medo… e gostávamos de jogar com inteligência, o que víamos era uma grande zorra colorida, era como retroceder para 2000 onde muitos ainda estavam aprendendo a jogar, afinal TDM é o segundo passo do FPS, mais mongol só DM. Resultado, ninguém gostou. Mais tarde descobrimos que MUITA gente jogava com o jogo alterado, claro, assim era MUITO mais fácil e não tinha como jogar contra alguém com tantos recursos extras para ajudá-lo, então ou você fazia o mesmo, ou dificilmente conseguiria acompanhá-los. O que na nossa concepção, era um absurdo, era usar cheat. Isso sem contar os outros cheats bravos que rolavam direto como Wallhack principalmente, e ainda pra piorar mais um pouco tinha a incrível falta de respeito… não interessava se você perdesse ou ganhasse, o que fizesse você era xingado o tempo todo, principalmente se você não usava nenhuma tag e muito menos fizesse parte dessa panelinha.

Neste tempo eu estava terminando de montar toda a estrutura do <]3rL[> e aprendendo muito sobre como administrar um clan de verdade, coisa que no Brasil ainda não existia, clan aqui era colocar letrinhas que significam algo em inglês geralmente errado e/ou sem sentido e ficar tirando onda com os demais. Infelizmente esta é a mentalidade brasileira para a maioria até os dias de hoje. Sem servidor, sem site, sem fórum, sem respeito… sem tudo isso não tem como existir um clan. Imaginem se todos estes babacas de “clans” que duram 3 meses realmente fizessem parte de clans de verdade? Poderíamos ter uma comunidade de verdade, não esta palhaçada que temos por aqui. Um punhado querendo fazer alguma coisa, e o resto tentando destruir.

Bem, por todos estes motivos conversei com a galera para ver se topavam este desafio de criar um clan aqui no Brasil, Ganja e Assassino jogaram um pouco com a gente no <]3rL[> para ver como seria e adoraram. Começamos a estudar como seria o server já que seria hospedado inicialmente na minha LAN já que não iria ter muita gente jogando ao mesmo tempo mesmo, e também acabei descobrindo o Quake 2 Evolved, que era um trabalho em cima da engine do Quake II para ficar com gráficos e efeitos bastante melhorados, o que adoramos de cara, pricipalmente os efeitos dos rockets, rails, água e do sangue é claro.

Mas pro nosso azar ele ainda não estava tão redondo, nem tinha servidor dedicado, mas aprendemos que daria pra gente manter um servidor dedicado de Q2 e jogarmos todos com o Q2E. Testamos algumas vezes na minha LAN e foi tudo beleza. Agora precisávamos de um nome, pois não queríamos mais usar o nome SIN que de fato não era nosso. Por questão de destino, eu sou produtor musical e produzi um remix para música “Blood Culture” da banda canadense DROOM a qual tinha TUDO a ver com a gente, realmente não poderíamos achar um nome melhor, e ainda veio com um hino junto, que a banda nos autorizou a usar livremente em nossas “propagandas” e vídeos.

Então em exatamente 2 dias criei um Site, uma comunidade no XFire (que praticamente ninguém ainda usava no mundo) e um Fórum que foram pro ar no dia 02.02.2005. Espalhamos a notícia para tudo que é fórum e cantos da internet, por todas comunidades de Quake, FPS e afins no Orkut, chamamos amigos de todos os lugares, todos os ex-SIN, e quem mais a gente achou no caminho. Passamos a semana toda tratando de permissões, de como iria funcionar, divulgando, criando logos, imagens, regras, de como seria o recrutamento, se o servidor seria fechado ou não, etc, etc… até que marcamos o primeiro sangue para o dia 11.02.2005.

Nosso primeiro sangue não contou com o Ganja que estava viajando, mas além de mim, jogaram MeteBala e Bernardo lá de casa, sendo que o Bernardo é meu amigo de infância e iria jogar Quake 2 pela primeira vez em sua vida. Ainda contou com o veterano Assassino e mais um recruta ainda desconhecido por todos que falou rapidamente comigo na noite anterior que queria jogar, e passei a senha do server para ele. Bem, ele apareceu na hora pra jogar com a gente e hoje ele é mais conhecido como General Rsteimetz.

Tudo isso foi criado durante o Carnaval daquele ano, e o primeiro sangue foi na sexta da mesma semana. Sinceramente a gente esperava que iam entrar no BC tipo uns 80% da galera do SIN, e de vez em quando algum desconhecido iria querer jogar com a gente, pois quem iria querer jogar um jogo velho com 8 anos de vida? E como tivemos um retorno muito pequeno no início achávamos mesmo que ficaria nisso mesmo.

Mas na semana seguinte o pessoal voltou do Carnaval, tivemos uma chuva de mensagens e cadastros em nosso fórum, com reações das mais diversas, desde babacas nos chamando de Noobs e/ou nos xigando de tudo que é coisa e que jamais daria certo, o que nos deixou bem surpresos, já que como um simples convite poderia causar tanta raiva nas pessoas? Mas também recebemos muitos elogios e nos agradecendo por termos criado o Blood Culture seguido de seus alistamentos.

No dia 14.02.2005 consequi um canal de TeamSpeak na Multiplayers Brasil através de conversa com o Fox Mulder, que foi bem legal com a gente e ter nos ajudado neste início. No terceiro Sangue já rolou um 4×4, e no mês seguinte nosso server já não aguentava mais ficando no limite quase sempre. Jogávamos todo domingo e esporadicamente durante a semana quando amigos podiam vir aqui em casa, já que aqui davam para jogar na época 3 pessoas sem gastar banda, o que aumentava consideravelmente o número de jogadores nos sangues para 11, e quanto mais gente, mais sangue e mais diversão.

Com o tempo acabou ficando como os dias de sangue toda Quinta e Domingo, e praticamente em todo sangue tínhamos novos Recrutas estreando em nossas Arenas. Com o crescimento procuramos alugar um servidor, mas tinham pouquíssimas opções na época, e ninguém queria hospedar um server de Q2, era sempre CS na maioria das vezes, o que fez nós mantermos o server na minha LAN por um bom tempo.

Nós jogávamos com Q2E e exigíamos que todos jogassem também para jogarmos em iguais condições, alguns infelizmente jamais entenderam o espírito do BC e tentaram burlar todas as regras que criamos de todas as maneiras possíveis. Fui forçado a criar scripts para detectar as versões dos jogadores para punir quem fosse pego sem, era praticamente um anti-cheat manual em cima de um jogo velho, que era infelizmente todo aberto, e com todos conhecendo todas as variáveis possíveis para se obter alguma vantagem no jogo. Era uma guerra sem fim e muito trabalho pros oficiais e principalmente para mim.

Infelizmente o pessoal que desenvolveu o Q2E abandonou o projeto mas liberou o código fonte para quem quisesse continuá-lo. Eu baixei o código e comecei a estudá-lo e depois a desenvolver tudo que faltava nele, desde um server dedicado, até o melhor anti-cheat para Quake 2 já feito e fui mais além ainda, melhorei sua performance mesmo melhorando os gráficos com texturas de alta qualidade, e ainda corrigi inúmeros bugs, tantos do Q2E quanto do próprio Q2 original, como o bug dos Irmãos Siameses que nos irritava desde a época do SIN.

Foram lançados vários vídeos promocionais para nos promover e chamar fãs de Quake 2 por todo Brasil, e não demorou para acabarmos viramos notícia em vários países pelo mundo, principalmente na Polônia ( aqui e aqui) onde tem até hoje uma das maiores comunidades ativas de Q2 do planeta. Apesar do que continuávamos ignorados por TODOS os sites de jogos do país. E muitas vezes sabotados por alguns “moderadores” destes sites.

Ainda em 2005 foi criado o Blood Wars que dividia o clan inteiro em dois times onde lutavam a cada dia por uma ou duas batalhas de uma grande guerra, com vários objetivos a cumprir. Haviam táticas para cada time definidas por seus líderes o que tornava tudo ainda mais divertido. As batalhas eram nervosas e ninguém queria perder, uma vitória durante o BW já valia uma medalha para o time vencedor, fora que estávamos em guerra, e cada batalha tinha sua importância. Era realmente muito manero e todos adoravam, e jogamos a mesma guerra por quase 3 anos até que o Red não tinha mais forças para resistir e jogou a toalha, dando a vitória ao Blue.

Foram 2 anos de extrema dedicação e trabalho duro, não só minha mas de todos os membros que estavam presentes regularmente em todos os Dias de Sangue, apesar de muitos “clans” tentarem nos sabotar de várias maneiras, gente que entrava no clan apenas para zoar, outros para provarem que eram melhores (como se a gente tivesse ligando pra isso) e ficavam revoltados porque viam que não eram melhores como imaginavam, e não conseguiam admitir isso de jeito nenhum, botavam a culpa em qualquer coisa para dizer o porque eles não eram tão bons assim dentro do BC. Claro, sem cheats a coisa complica. Todos nós sabemos que jogar em nossas Arenas é muito difícil, para qualquer um. Tivemos não só um, mas DOIS “clans” que tiveram a cara de pau de copiar um monte de coisas nossas, um deles copiou exatamente TUDO nosso, ranks, medalhas, textos, regras e ainda teve a coragem de apontar os links do site diretamente para o nosso. Bom que isso é crime na internet e foi fácil conseguir que seu site/fórum fossem deletados.

Apesar de tudo isso, não parávamos de crescer e nos divertir. Aos poucos fui lançando as alterações e atualizações em formato de MegaPaks, com novos mapas, novos mods e mais controle para tentar coibir o uso de Q2 alterados em nossa comunidade, para que todos jogassem em iguais condições. Em 2006 infelizmente a Multiplayer Brasil deixou de hospedar nossos canais de TS, mas consegui no mesmo dia canais exclusivos para gente no servidor de TS do <]3rL[>, o que foi muito legal do meu amigo e Marechal Lithium. No final do ano o Arvy passou hospedar nosso TS em seu servidor, o qual hospeda até os dias de hoje.

Como as vagas eram limitadas em nosso server devido a banda de internet da minha LAN, nosso server sempre foi fechado com senha e o pessoal que chegava atrasado esperava na fila até alguém ir embora para poder entrar e jogar com a gente. Chegamos até ter 5 jogadores na fila esperando pra jogar, chegamos até a nos revezar como uma pelada e estávamos realmente precisando de um server dedicado. Depois de muito papo conseguimos junto à ServerStrike que hospedasse um server da minha versão do Q2E, e dia 2.4.2007 nosso primeiro servidor dedicado com 12 slots foi para o ar junto com o domínio http://www.BloodCulture.com.br criado pelo Arvy.

Terminei o servidor dedicado e lancei minha primeira versão standalone do Q2E Blood Culture no dia 9.7.2007 que ainda teve mais 2 patches de atualizações com algumas pequenas correções e mais alguns mapas extras, totalizando no final mais de 1700 mapas num incrível pacote para todo fã de Q2 babar de felicidade. Fãs do mundo inteiro continuam querendo uma cópia do jogo até os dias de hoje, mesmo sabendo que foi totalmente criado especialmente para o BC. Blood Culture com server quase lotado!

Com o server dedicado liberamos um peso das nossas costas, principalmente das minhas por ter que estar presente todos os Dias de Sangue com o server online para garantir que todos pudessem se conectar, reencontrar a galera e se divertir até altas horas. Com o server 24hs o deixamos sem senha durantes os outros dias e só fechávamos nas horas dos sangues. Logo 12 slots não eram mais suficientes e aumentamos para 16. O server ficava quase sempre beirando a lotação, com cerca de 20 jogadores se divertindo em todos os dias de sangue. Estávamos jogando um jogo com exatamente 10 anos de idade e estávamos com servidor cheio. Nem se eu fosse o cara mais otimista iria esperar tudo isso, foi uma incrível e feliz surpresa não só pra mim, mas para todos os fãs de Q2 que se juntaram a nós nesta jornada.

Ainda em 2007 recebi um email informando que um site de jogos americano (que infelizmente não existe mais) mantinha um quadro de honra relativo ao Quake 2, onde colocavam os mais importantes colaboradores na história do Quake 2, e foram unânimes quanto a colocar não só o meu nome mas também o do Blood Culture na lista das comunidades que foram também importantes para o jogo. Meu nome ficou do lado de caras famosos no meio como David “crt” Wright que criou muita coisa para o Quake, entre elas o RA2, o famoso modder/mapper Jester e o melhor mapper de todos os tempos do Quake, Maric. Foi realmente uma honra entrar para este hall da fama, o que jamais tinha passado pela minha cabeça um dia ser reconhecido desta forma, realmente tudo que foi feito foi apenas pensando na diversão e na amizade. Acabamos sendo os únicos fora do eixo EUA/Canada/Europa a entrar nesta lista.

Anos se passaram e praticamente todos os grandes fãs de Quake 2 de alguma forma passaram por aqui, mesmo que com más intenções, desde campeões de campeonatos nacionais de DM até times inteiros de TP e grandes jogadores de RA2. Conhecemos os melhores jogadores de Q2 do Brasil, e alguns outros do mundo que vieram jogar aqui com a gente, e nenhum deles tiveram facilidade contra os chamados “noobs” do BC por apenas jogarmos sem cheats (dá pra acreditar?). Também recebemos todos os tipos de jogadores, dos que adoram jogos e já gostavam de Quake 2, até os que nunca tinha jogado Q2 na vida, ou até mesmo qualquer jogo FPS, e aqui aprenderam a jogar com os nossos veteranos e hoje todos são grandes jogadores. Alguns desistiram ao longo do caminho, mas outros ficaram e se tornaram grandes amigos e até oficiais do Blood Culture.

Durante todos estes anos além do Blood Wars que era a principal diversão da galera, também realizávamos os mais diversos campeonatos, como DM Cup, K-Day, CTF Tournament, Rei da Arena e o RA2:TA. Fora os divertidíssimos sangues especiais em datas comemorativas, jogávamos também variações do RA2, como o Assassin e Realismo criados por mim e o Aeronade (criado pelo Arvy), e quem não se lembra do dia que jogaram todos contra o Marechal e quem o matasse ganhava uma Camisa do BC? E do Duka dizendo que a dele era G? Bons tempos!

Também inúmeros vídeos foram feitos e disponibilizados na internet, e ainda dois DVDs foram lançados contando nossa história e mostrando os melhores lances em nossas Arenas, o 6 Meses de Sangue com 30mins ainda em 2005 e o Forever em 2007 que saiu em versão dupla com 2hs de duração e altíssima qualidade. Hoje estão todos disponíveis em nosso canal no YouTube. Fora as camisas do clan, festas, eventos e muita diversão é claro. Fico muito feliz de ter passado todos estes anos ao lado de uma galera tão boa e divertida que acabei conhecendo por aqui.

Hoje evoluímos, nos tornamos MultiGaming e também ficamos reconhecidos mundialmente com nossas divisões de Call of Duty 4 e GRAW, com jogadores do mundo inteiro vindo jogar com a gente, independente do ping que tenham, pelo simples fato que é muito bom jogar em servidores do Blood Culture. E o fato é que todos, eu disse TODOS que nos saborataram de todas as maneiras não existem mais, apenas o site Multiplayers Brasil que foram os únicos que nos apoiaram na época ainda resistem. Mas nós continuamos cada vez maiores e jogando nosso bom e velho Quake 2, com gráficos atualizados, incrivelmente ainda recebendo novos Recrutas para jogar Quake com a gente todas as Quintas, no mesmo server de sempre. Pois é galera, nós vencemos.

http://bc.hajas.org/bc.htm

About Freddy Hajas

Eu sou Freddy Hajas, mais conhecido aqui pelo nick [BC]Hajas ou também como Marechal. Eu idealisei o Blood Culture e o criei com a ajuda inicial de amigos que jogavam comigo em LAN, e claro com a ajuda de todos que acreditaram que este sonho era possível e ficaram ao nosso lado trabalhando duro para que se realizasse e desse certo por tantos anos. Eu lidero o clan desde sua criação e sou o responsável por quase tudo criado, desenvolvido e mantido aqui.

Bem, eu jogo desde da época do Atari passando pelo MSX, Nintendo, GameBoy até trocar tudo pelo PC no início dos anos 1990 quando finalmente consegui comprar meu primeiro computador PC. Já joguei muito de tudo, jogos de esporte como Futebol, corridas de carro, moto, naves, etc… RTS desde o Dune 2 que deu origem a todos os RTS que existem hoje em dia, passando por RPG onde joguei muito Dungeon Master do MSX até chegar no primeiro FPS do planeta, o Wolfenstein 3D que pra mim foi paixão imediata. Logo depois sua continuação Spear of Destiny era o meu favorito da época.

Joguei praticamente tudo que veio depois, seguem alguns dos meus favoritos: todos os DOOM, Duke Nukem 3D, Star Wars Dark Forces, todos Quake, todos Call of Duty, todos os Medal of Honor, Battlefield 2 e 2142 com o mod HER, Rune, Return to Castle Wolfenstein, ambos Max Payne, todos Aliens Versus Predator, todos Need For Speed, todos Race Drivers, HAWX, todos Unreal e Unreal Tournament, Aces Over Europe, Age of Empires, Dune 2000, Starship Troopers, SWOS, todos Ghost Recon Advanced Warfighter, Vegas… nossa, realmente muita coisa, daria pra escrever um livro só com os jogos que joguei até o final, fora os que abandonei no meio porque não gostei… e os que certamente esqueci de incluí-los na lista acima.

Mas não gosto só de jogar, gosto também de criar jogos e/ou modificá-los para ficarem um pouco mais desafiadores, pelo menos pra mim que não gosto de jogos fáceis. Faço isso desde moleque quando ainda tinha um MSX, e criei vários mods e jogos durante minha vida, alguns tiveram um bom reconhecimento mundial. Acabei me formando em Informática com o que trabalho até hoje. Você pode visitar meu site de mods em http://www.mods.hajas.org e saber mais sobre os meus melhores trabalhos nesta área.

Tenho uma LAN particular desde 2000 onde sempre tenho amigos jogando diversos jogos em todos os estilos, onde os testo tanto na jogabilidade até configurações e servidores dos mais diversos tipos, é o meu laboratório para os jogos online. O que dá certo em LAN, certamente vai dar certo online. Apesar do que em matéria de jogos, NADA é melhor do que jogar em LAN. E acabo extentendo esta LAN para outros lugares que passo, fazendo sempre novos amigos desde os que já eram viciados em jogos, até os que nunca se interessaram em jogar, porque minha teoria é que só não gosta de jogar quem não sabe jogar, e se depender de mim, qualquer um aprende.

Também tive a honra de participar de uma comunidade européia de realismo de Medal of Honor Allied Assault Spearhead, onde participei do [NER] New European Regiment que foi o maior clan do planeta até ajudar a montar o clan <]3rL[> Three Random Letters com a maior estrutura de servidores da época, e ainda nos tornarmos campeões europeus da modalidade Objetivo que era o torneio mais difícil e disputado, além de outros títulos menores em diversos campeonatos. Hoje ainda sou membro honorário do [NER] o que tenho muito orgulho.

Tudo isso me ajudou a idealizar Blood Culture, desde minha experiência com jogos e em multiplayer em LAN, minha carreira como desenvolvedor, e meus anos que passei no [NER] e <]3rL[> foram fundamentais para a criação de um Clan no Brasil, que é algo muito mais complicado do que lá fora devido a diversos fatores econômicos, de postura e de edução.

http://bc.hajas.org/marechal.htm

-Excerpt and images courtesy of Blood Culture mod for Quake II, by Freddy Hajas.

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